Coparticipação no plano de saúde: vale a pena? Como calcular
A coparticipação é uma das decisões mais importantes ao contratar plano de saúde — pode reduzir muito a mensalidade ou explodir o custo se você usar muito.
O que é coparticipação
É o valor que o beneficiário paga por cada consulta, exame ou terapia, somado à mensalidade reduzida. Internação NÃO entra na coparticipação.
Percentuais comuns
- Consulta — 20% a 40% do valor de tabela
- Exames simples — 20% a 30%
- Exames de imagem — 20% a 40%
- Terapias (psicologia, fisioterapia) — 30% a 40%
Simulação prática
Família de 3 pessoas, uso médio mensal:
- Plano integral: R$ 2.400/mês = R$ 28.800/ano
- Plano com copart: R$ 1.700/mês + ~R$ 180 de copart = R$ 22.560/ano
Economia de R$ 6.240/ano se o uso for médio. Se o uso for alto (médico semanal, terapias múltiplas), o copart pode ficar mais caro.
Quando NÃO escolher coparticipação
- Famílias com criança pequena (uso pediátrico frequente)
- Pessoas em tratamento contínuo
- Quem faz acompanhamento psicológico/psiquiátrico semanal
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Perguntas frequentes
A coparticipação tem teto?
Sim. A ANS limita a coparticipação a até 40% do valor do procedimento, e o cliente não pode ser desestimulado de usar o plano por meio dela.
Internação tem coparticipação?
Não. Internação está expressamente isenta de coparticipação por regulamentação da ANS — a coparticipação se aplica a consultas, exames e terapias.
Para quem coparticipação vale a pena?
Para perfis de uso baixo a moderado: jovens, equipes pequenas, pessoas sem doenças crônicas. Para uso alto, o plano integral costuma sair mais barato no total do ano.
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